SINOPSE
Do silêncio surge um som. Uma partícula
de nada. Uma unidade autónoma, com
uma ressonância própria e uma pulsação
interior que lhe dão uma força concêntrica
e uma estabilidade que o sustentam no
espaço.
Do negro surge um ponto de luz branca.
A sua concentração pode explodir em
múltiplos pontos, que tomam várias
direcções; repetem a unidade; criam
ritmos; fazem nascer linhas.
Filigrana.
Assistimos à passagem de um momento
estático a um movimento dinâmico de sons
e imagens, de pontos e de linhas, com uma
força vital e brutal. Geram-se tensões que
aumentam de intensidade numa construção
excêntrica. Criam-se repetições e sustenta-
ções do ponto até à exaustão.
A intensidade de forças externas ao ponto,
origina a modulação das suas repetições.
Surgem ritmos nos materiais sonoros e
visuais.
Sinais de referência audio. Frequências
puras. Códigos de Morse. Ruído branco,
Interferências de rádio e televisão. Sinais
telefónicos. Ruídos de cabos audio.
Sons de motores, máquinas e aparelhos
electrónicos. Ruído de baixa voltagem.
Radar. Dither . Ruído verde…
Sinais de vídeo. Barras de côr.
Grão fotográfico. Códigos de barras.
Lixo televisivo. Contadores de timecode.
Luz de néon. Resíduos de filme.
Relógios de tempo absoluto.
Ruído de imagem. Pixel.
Poeiras cósmicas… |